1990

O Primeiro-Ministro Cavaco Silva deverá sublinhar hoje, perante os seus colegas da Comunidade Europeia, que a integração política e económica interna na CEE deverá envolver todos os seus doze Estados Membros, segundo uma lógica de coesão crescente; desta forma, o chefe do Governo português rejeitará qualquer possibilidade de criação de uma Europa a duas velocidades, em que os países menos desenvolvidos ocupem uma faixa mais lenta.

No fim deste século as exportações da CEE para os seus vizinhos do Leste irão ser mais volumosas do que as destinadas aos Estados Unidos.

A CEE vai manter as sanções contra a África do Sul, até ter sinais concretos da eliminação irreversível do “apartheid”, apesar de aplaudir as recentes decisões do Governo de Pretória para criar um ambiente de diálogo no país. Em breve, será enviada à África do Sul uma missão de ministros dos Negócios Estrangeiros europeus para contactarem com a situação localmente e expressarem o seu apoio político ao Presidente De Klerk.

A Comunidade Europeia poderá vir a conceder maior possibilidade de participação no seu mercado às companhias aéreas de países não membros, como forma de assegurar o príncipio de livre concorrência.

O Comecom, equivalente na Europa de Leste à Comunidade Europeia, poderá entrar amanhã numa fase decisiva de reformas tendentes a adequar o seu papel à situação presente nos países da região, apontados para sistemas económicos mais liberalizados; esta evolução tanto poderá passar por uma revisão do papel actual do Comecon como pela sua substituição por outra organização.

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