1992

Cardoso e Cunha está de malas aviadas. Ao fim de sete anos naquela instituição, onde se ocupou de áreas tão variadas como as pescas ou a energia, regressa a Portugal dentro de dias para se ocupar do lançamento da Expo 98, que abrirá as suas portas a 10 de Junho de 1998.

Portugal vai manter os controlos fronteiriços para produtos agrícolas apesar do mercado único.

Num fim-de-semana em Edimburgo, John Major inverteu a imagem da presidência britânica. As críticas generalizadas dos últimos seis meses deram lugar ao consenso. Os Doze chegaram a acordo sobre os principais “dossiers”: a Dinamarca e o Pacote Delors.

Passaram da cimeira de Lisboa para Edimburgo. São os principais pontos de agenda que os líderes da CE vão ter de resolver ou então deixar para a presidência dinamarquesa.

A Comissão Europeia conta apreciar até ao fim deste ano ou início do próximo o relatório elaborado sobre o projecto da barragem do Alqueva.

Os americanos aceitaram, por telefone, o projecto de acordo no seio do GAAT relativo ao pacote agrícola. Os EUA cederem nas oleaginosas e aceitaram uma limitação da área cultivada (5.1 milhões de hectares) em vez de um cálculo baseado na tonelagem. A CE concordou na redução em 21 por cento, produto a produto, das suas exportações agrícolas.

Os socialistas da Europa fundam amanhã um partido sem fronteiras. António Gueterres vai rubricar a “Declaração de Haia” a pensar nos ganhos internos.

O BEI (Banco Europeu de Investimentos) concedeu quatro empréstimos, no valor global de 14.6 milhões de contos, destinados a infra-estruturas de transportes e a um projecto industrial em Portugal. A verba reparte-se pela CP, Junta Autónoma de Estradas, Câmara Municipal de Sintra e EFACEC.

Os chefes de Estado e de Governo da CE, hoje reunidos em Birmingham, vão procurar aproximar, de todos os cidadãos, o aprofundamento político e económico entre os Estados membros, consagrado pelo tratado de Maastricht. Uma das suas tarefas principais será persuadir a opinião pública de que o próprio esforço de o realizar valeu a pena.

O Mercado Interno da Comunidade Europeia poderá não ser completamente implantado em Janeiro do próximo ano, ao contrário do previsto inicialmente, devido a certos atrasos em determinadas áreas sensíveis, como a da livre circulação dos cidadãos comunitários. 

A Comunidade Europeia (CE) aguarda com ansiedade as reacções dos mercados financeiros à sua nova afirmação de empenho em preservar a estabilidade cambial e proteger o valor das divisas mais fracas dos Doze. É de prever que, pelo menos inicialmente, tal resposta seja reservada.

Uma sondagem com o elucidativo título: “CE! Nunca ouvi falar disso!” foi publicada na revista feminina britânica Women’s Own.