1993

Suleiman Demirel considerou que, na perspectiva da integração económica do seu país na CE, Portugal e os outros países membros da Comunidade nada terão a recear da concorrência dos têxteis turcos.

Os euro-pessimistas “perderam a batalha de Inglaterra na Dinamarca”, dizia ontem o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês após o “sim” a Maastricht. A certeza da vitória da União Europeia surgiu eram 22 horas.

Um voto favorável ao Tratado de Maastricht seria um alívio para o Governo de Copenhaga e para a própria Comunidade. O “sim” dos Dinamarqueses contribuirá para afastar dúvidas sobre o seu empenho na construção europeia.

A Comunidade Europeia vai defender uma maior eficiência e rigor na imposição de sanções contra a Sérvia, mas não tomará de imediato qualquer decisão sobre uma intervenção militar na Bósnia.

Se o “não” ao Tratado de Maastricht, pronunciado pela Dinamarca em Junho passado surpreendeu as capitais comunitárias, certamente não apanhou desprevenidos muitos políticos nos países vizinhos.

As transformações radicais na Europa de Leste constituem um dos principais motivos para a aproximação que países como a Noruega, a Finlândia e a Suécia agora desenvolvem à Comunidade Europeia.

A Noruega vai desenvolver todos os esforços para que, no fim de Abril, as negociações para a sua adesão à CE possam estar sincronizadas com as dos restantes candidatos, Áustria, Suécia e Finlândia, iniciadas em Fevereiro.

 A concentração do apoio financeiro da CE às regiões menos desenvolvidas, onde Portugal se inclui, poderá aumentar, até 1999, para 70 por cento do total dos fundos estruturais comunitários, em comparação com os 63 por cento deste ano.

A Comunidade reagiu moderadamente mas com firmeza às novas medidas de Washington.

A Comunidade Europeia dá hoje o primeiro passo para um novo alargamento, desta vez à Áustria, Suécia e Finlândia. Admite-se que a Noruega venha a integrar-se no processo ainda este ano.

A União da Europa Ocidental (UEO) está a iniciar uma nova fase da sua exitência, depois de ter transferido as instalações de Londres para Bruxelas.

A crise governamental na Dinamarca está a fazer crescer os receios na Comunidade Europeia quanto à ratificação do Tratado da União Europeia.

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